Oiiieeeee!!!!

Olha só quem voltou! Sim, o Conto das Nanetes!

Amores, minha vida estava uma loucura e ainda não consegui me organizar totalmente. Mas espero continuar aqui com vocês todas as quartas.

Essa semana foi complicada. Muito trabalho, indo a médico, cuidando dos resquícios da mudança de casa, terminando livro … aff! E ainda fui escrever o conto e ele virou uma história completa na minha cabeça.

Resultado: Vai virar livro! Tenho que escrever ou morro de vontade rsrs.

Pois bem, no final do texto, vou contar pra vocês sobre a nanete de hoje e como o pedido dela mexeu comigo e acabou criando um livro novo e emocionante na minha cabeça. Por enquanto, saibam de uma coisa: a história é complexa e impossível de resumir aqui. Assim, vou colocar hoje uma parte e outras, conforme for escrevendo. Depois a gente vê como fica, tá?

Vamos lá?

Conheçam os personagens. Talvez entendam as possibilidades todas que se apresentaram a mim. Tenho tanta coisa ainda para deixar eles dizerem!

Um beijão! Espero que gostem <3

 

Além do olhar

 

Quando saí do meu carro no estacionamento do estúdio, o sol me recebeu em cheio e eu olhei para cima, admirando o céu muito azul, sentindo a brisa gostosa da manhã na pele. Por um momento, mesmo estando atrasada para as gravações, apenas fiquei ali de pé, segurando a porta do carro, deixando o dia me dar as boas-vindas.

Sempre gostei de observar a natureza, desde pequena. Talvez fosse por influência da minha mãe, que nos levava à praça de manhã para brincar e sempre comentava como estava o dia ou a tarde. Ela adorava olhar a lua e o céu, dizia que a natureza era perfeita e devíamos nos espelhar nela em nossas vidas. Viver na medida certa, aproveitando, sem pressa.

Por ser muito impaciente, eu queria tudo ao mesmo tempo e mal tinha tempo para essas observações. Mas a vida tinha me dado perdas e oportunidades, moldado meu caminho, até chegar aquele ponto: 26 anos de idade, no auge da minha carreira, tendo conseguido praticamente tudo que sempre quis. E mais madura.

Não tinha mais minha mãe ao meu lado há muitos anos, mas agora me dava ao luxo de aproveitar as pequenas coisas, sem a gana de querer tudo ao mesmo tempo. Estava em um período muito bom, de paz interior, de alegria de viver.

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Fechei a porta do carro e me afastei pelo estacionamento, meus saltos ecoando no chão de cimento, o sol brando esquentando minha pele exposta pelo vestido leve e diáfano, que batia suavemente em minhas pernas enquanto eu andava.

Sorri com meus pensamentos, imaginando que as pessoas poderiam achar fácil eu me sentir tão bem. Afinal, era uma das mulheres mais famosas e desejadas do Brasil, uma atriz de sucesso, com um carro luxuoso, um apartamento lindo, uma aparência de dar inveja. Por que eu não seria feliz?

Meu sorriso se ampliou, pois em geral os outros achavam que o jardim do vizinho era sempre mais verde. Ninguém sabia o que ia dentro de cada um. Eu mesma conhecia pessoas famosas, ricas e lindas que viviam em depressão, se drogando, pensando em se matar. Como conhecia gente simples, que tinha pouco, mas era muito feliz.

Não queria filosofar naquela manhã linda, apenas aproveitar o dia que já começava bem, me recebendo para mais um projeto que me enchia de emoção e expectativa. Ia começar as gravações do meu novo filme e eu estava animada demais. Interpretaria o papel de uma violoncelista brasileira que fez muito sucesso nas décadas de 1970 e 1980 no Brasil, conseguindo fama mundial e se tornando uma das cinco maiores violoncelistas do mundo. Era baseado em fatos reais e mostrava a luta dela pela música após uma grande tragédia em sua vida.

Naquele dia haveria uma reunião com os diretores do filme, um dos produtores, eu, alguns atores e um grande violoncelista convidado para me dar aulas e dicas sobre como tocar o instrumento, sentir. Eu já vinha estudando há um bom tempo, lendo tudo sobre o assunto, agora ia entrar na parte prática.

— Bom dia. — Sorri para o rapaz que estava na recepção do prédio e que na mesma hora me olhou.

Ergui os óculos escuros para o alto da cabeça e meu sorriso aumentou quando notei a expressão dele, surpreso, um pouco desconcertado. Mesmo sendo um lugar onde muitos artistas circulavam, eu parecia ter chamado sua atenção.

Talvez fosse vaidade me sentir feliz com a admiração em seu olhar, mas eu gostava daquele efeito, de ser reconhecida e do desejo que os homens demonstravam. Não era metida, mas cada coisa ali era conquista minha; o talento que lapidei, a aparência que cuidei, a fama que construí.

— Estou sendo esperada no estúdio 3.

— Ah, sim … Bom dia, senhorita … Dona … Marcella Galvão.

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Ele estava vermelho. Pisquei um olho e fui em direção aos elevadores, já pensando novamente na reunião daquele dia, no início efetivo de um trabalho que eu tanto almejava.

Dentro do elevador, observei minha aparência na parede espelhada e corri os dedos entre os cabelos de um preto reluzente, que caíam luxuriosos até o meio das minhas costas, lisos e pesados. Ajeitei a franja e gostei de conferir que minha maquiagem estava suave, sem exageros. Depois olhei para o relógio de pulso, imaginando se o pessoal ficaria chateado com meu atraso de quase quarenta minutos.

Em geral eu era pontual. Mas na noite passada minhas sobrinhas dormiram comigo e, antes de vir para o estúdio, eu as deixei na escola e acabei me enrolando.

Saí para um hall grande e fui cumprimentando pessoas pelo caminho. Já conhecia o lugar e me dirigi para a sala de reuniões do estúdio 3, já sentindo a energia me consumir, doida para começar efetivamente o novo projeto. Abri a porta e sorri ao entrar, para as quase dez pessoas sentadas em volta de uma grande mesa redonda.

— Chegou a nossa estrela! — Exclamou de modo exagerado Gê Vasconcelos, se levantando espalhafatosamente.

— Me perdoem o atraso.

— Como não perdoar você? — Ele já vinha me abraçar e eu retribuía com carinho. Tínhamos trabalhado juntos antes e havia uma boa sintonia estre nós. Gê era um dos melhores e mais reconhecidos diretores do Brasil.

Enquanto ele falava rápido e me apontava uma cadeira, eu acenei e sorri para as pessoas presentes. A maioria eu conhecia do meio. Meus olhos pararam em um par de olhos desconhecidos e escuros, levemente semicerrados.

Sentei devagar, encarando o homem que, ao contrário dos outros, não sorria para mim. Estava sério, compenetrado, me encarando como se eu fosse a causa dos furacões pelo mundo. Devia estar chateado com meu atraso.

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Não desviei o olhar. Além de sua expressão fechada me chamar a atenção, também me impressionei por sua aparência. Era muito mais bonito e marcante do que nas fotos, quando pesquisei sobre ele. Estava um pouco diferente, mais velho, barba no rosto, cabelo ondulado um pouco comprido e displicente.

Por um momento, não reparei em volta, concentrada em Ramon Martinez Andrade, um dos maiores violoncelistas do Brasil. Pensar nele me fez lembrar das notícias sobre seu acidente, há três anos, que o deixara em uma cadeira de rodas.

Meus olhos desceram um pouco e, sem que eu pudesse evitar, sondaram onde ele estava sentado. Ao mesmo tempo que eu percebia parte da cadeira motorizada, eu lamentava em silêncio pelo ocorrido, que tinha deixado um homem como aquele imobilizado da cintura para baixo.

Quando voltei para seus olhos, Ramon me fitava mais sério ainda, a irritação brilhando no fundo de sua íris. Fiquei sem graça, pois não tinha tido a intenção de ser indiscreta nem de demonstrar pena.

— Conhece o pessoal, não é, Marcella?

Gê se sentou, balançando em sua cadeira, dizendo rapidamente:

— Acho que é a primeira vez que se encontra com Ramon Martinez. Gentilmente ele aceitou fazer parte do projeto.

Sorri para o músico, que continuou do mesmo jeito. Era uma das poucas pessoas que não suavizava depois de um sorriso caloroso meu.

— É um prazer.

Fui bem educada, embora soubesse que Ramon só aceitou participar daquele projeto, me orientando sobre o violoncelo, depois de muita insistência de Gê. Pelo que soube, ele tinha ficado um bom tempo afastado da música e aos poucos estava retornando, inclusive com suas apresentações.

O acidente não tinha abalado só seu físico, mas também sua vida profissional. Eu imaginava como tudo estava sendo difícil pra ele.

— Vi algumas apresentações suas em vídeos. Maravilhosas! Parabéns pelo dom.

— Não acho que seja dom e sim trabalho duro, dedicação. Você deve saber disso.

Sua voz me surpreendeu. Era grossa, dura, com um timbre rascante que chegava ao tom de um barítono. Indaguei a mim mesma se ele também cantaria.

— Tem razão. — Concordei, ainda sem me deixar abater por ser tão pouco receptivo. — Mas ainda acredito que talento puro vai além de estudo. Veja o Seu Jorge, por exemplo. Nunca fez aula de música ou de canto e é um dos melhores cantores do Brasil, além de ainda ser ator.

— Sim! — Concordou Adilson José, o diretor de arte. — Tem muita gente boa aí, mas ótimos, excelentes por natureza … esses são raros.

Ramon não disse nada. Desviou o olhar para os outros, ainda sério, como se esperasse a reunião começar.

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Eu devia fazer o mesmo. Mas estava curiosa, atenta, sem conseguir desvencilhar minha atenção.

Sabia o quanto ele era bonito e tinha comprovado seu talento nato nos vídeos que assisti dele, em concertos e apresentações. Era atualmente o violoncelista mais aclamado do país, tinha vencido concursos fora, tinha uma reputação excelente e uma carreira em ascensão meteórica. Infelizmente tinha se afastado. Eu esperava que sua saúde estivesse bem e que retomasse seu trabalho.

Nenhum dos vídeos tinha me preparado para a potência do seu olhar. E era muito diferente pessoalmente, sem a brandura que vi antes. Ramon tinha parecido terno, profundo, entregue à sua arte. Tinha o rosto bem barbeado, o cabelo arrumado, roupas impecáveis.

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Ali, estava de barba, cabelo grande e com cachos desconexos, uma camisa branca meio amarrotada. E uma cara de rabugento. O que ainda não tinha me ofendido, apenas despertado meu interesse.

Enquanto os outros falavam animados sobre o filme e sobre as gravações que começariam dali a algumas semanas, Ramon ouvia com o cenho franzido e eu o observava. Tinha o maxilar dominante, um nariz aristocrático e uma maneira de juntar as sobrancelhas grossas sobre os olhos, com cara de mau. A barba o tornava mais ogro, mais feroz. Os ombros largos eram de uma pessoa acostumada a praticar esportes e as mãos grandes de artistas, tensas sobre a mesa.

Minha mente tentou relembrar tudo o que eu tinha lido sobre a tragédia na vida dele. Estava voltando de uma comemoração sobre um concerto de sucesso. Tinha bebido um pouco e a namorada, uma pianista que havia se apresentado junto com ele, dirigia o carro. Foram abordados no caminho por bandidos armados, que tentaram render o carro. A moça se assustou e fugiu. Receberam vários tiros e apenas um acertou Ramon. Bem em sua coluna. A pianista não se feriu.

Foi o início do tormento dele. Teve que fazer cirurgias, ficou internado meses. Sumiu da mídia, sumiu de todo lugar. Ficou paraplégico e teve que se adaptar à sua nova situação. Pelo visto, ainda era um problema para ele.

Eu esperava que seu retorno aos palcos e aquele trabalho no cinema o ajudassem a retomar sua vida. Não conseguia imaginar como devia ser duro ter uma mudança assim tão brusca e parar de andar. Ser obrigado a mudar tanta coisa.

Ramon pareceu sentir que eu não tirava os olhos dele. Talvez soubesse o tempo todo. Quando voltou os olhos escuros e penetrantes para mim, senti um leve tremor por dentro que me deixou alerta. Ele parecia prestes a me dizer algo bem grosseiro e esperei. Mas tudo o que fez foi demonstrar certo desprezo.

Irritei-me bastante. Ficamos naquela luta para ver quem desviava o olhar primeiro, como duas crianças birrentas. Até Gê tocar em meu braço e falar comigo. Fui obrigada a dar atenção a ele:

— Marcella, querida, você terá pelo menos duas semanas para treinar com Ramon, saber como segurar o violoncelo, entender o máximo sobre o instrumento, como tocá-lo. Claro que tudo será uma encenação, o próprio Ramon executará as músicas que aparecem no filme. Mas precisa arrasar! E com isso eu não preciso me preocupar!

Sorri para ele, que desandou a falar sobre o filme e a personagem principal, a violoncelista Celine Bravo. Um debate se iniciou e cada um tinha sua visão sobre os pontos fortes do livro. O tempo todo Ramon acompanhou a conversa em silêncio e eu me dividi entre prestar atenção ao que era dito e também nele.

— No estúdio haverá uma sala de audição montada, para que vocês possam treinar. Mas é claro que podem escolher outros lugares. Eu só te peço uma coisa, Ramon, traga a nossa estrela apaixonada pelo violoncelo! — Gê sorriu. — E aí começaremos com tudo!

Quando as coisas estavam mais ou menos especificada, todos começaram a se despedir. Eu me levantei, pegando minha bolsa, à espera de uma oportunidade de combinar melhor as aulas com Ramon. Quando ele empurrou a cadeira de rodas para trás e se afastou da mesa, eu o vi por inteiro pela primeira vez.

Era um homem grande, forte, com pernas longas dentro de calças pretas e sapatos da mesma cor. Imóveis. E visivelmente mais finas que o resto do seu corpo musculoso.

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Senti um aperto por dentro ao vê-lo naquela situação, com raiva pelo destino cruel e por bandidos que tinham tão violentamente afetado a vida dele. Já ia me aproximar mais quando vi seu olhar duro e irritado para mim. Disse entredentes:

— Se começar com pena, eu me retiro do projeto agora.

Alguns dos presentes nem ouviram e continuaram conversando, caminhando para a porta. Outros notaram e ficaram sem graça, disfarçando, olhando para mim.

Senti um baque e uma vergonha que não soube explicar, pois no fundo eu sentia algo como pena mesmo. Mas não quis admitir e me irritei com seu tom, como se me chamasse a atenção e impusesse algo. Falei baixo, friamente:

— Eu nunca senti pena de gente grosseira. Estou esperando apenas uma oportunidade para combinarmos as aulas.

Nós nos medimos com o olhar. Por fim, Ramon pareceu relaxar um pouco mais. Muito pouco, mas o suficiente para dizer:

— Pode ser no estúdio mesmo.

— Hoje?

— A partir de amanhã. 9 horas.

— Certo.

Não havia muito mais a ser dito. Mas antes que se fosse, indaguei:

— Não é melhor termos o número do celular um do outro, caso haja algum imprevisto?

— Gê tem meu número.

Não demonstrou nenhum interesse em pegar o meu. Deu um aceno seco com a cabeça e empurrou sua cadeira em direção à porta, que felizmente era dupla. Imaginei que sua cadeira larga não passaria facilmente por uma porta comum.

As pessoas abriram caminho e se despediram dele. Ramon não foi muito mais caloroso do que comigo.

Fiquei imóvel, observando suas costas retas, a cabeça imponente, a força de suas mãos. E pensando que não ia ser fácil lidar com aquele homem.

Ele só não sabia uma coisa sobre mim: eu nunca desistia.

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Vem mais do casal por aí <3

Este foi só o começo!!! rsrs

 

Oi, amores!

Sei que devem estar revoltadas com o conto pequeno, mas garanto que estou escrevendo mais. E logo postarei mais! Estou também fazendo muitas pesquisas.

A nanete querida homenageada hoje foi a Marcella Celina. Ela é cadeirante, está no grupo das nanetes e já foi algumas vezes autografar seus livros comigo. É linda, delicada e na postagem do grupo, disse que gostaria que eu fizesse um conto com um cadeirante. Repetiu isso quando nos encontramos na Bienal do Rio e eu disse a ela que estava empolgada com a ideia.

Pois bem, inicialmente pensei em escrever para uma mulher cadeirante. Mas duas coisas aconteceram: eu já tenho um livro em andamento que a menina tem artrite e usa muletas e cadeira de rodas. Achei que o tema ia se repetir. Mas o principal foi que, quando comecei a pesquisar sobre lesão medular, Ramon veio todinho na minha cabeça. Ele, sua história, sua mãe, seu pai, suas irmãs, sua vida como cadeirante, como ele precisou se adaptar, como seria sexo para ele. Tudo isso veio tão forte que não resisti. Marcella também veio, uma mulher forte, que se fez sozinha, que se apaixona por ele e luta por esse amor. Os dois vão lutar, pois muita coisa vem aí, sacudindo tudo!

Marcella, a menina aqui não é cadeirante, mas como você pediu uma pessoa e não especificou sexo, me dei a liberdade de deixar a imaginação fluir rsrs.

Minha linda, espero que goste. Prometo pesquisar muito, não deixar pontas soltas, mostrar todos os lados.

Um beijo enorme para você, Marcella!

Um beijo enorme para minhas nanetes!

E fiquem com um trecho muito legal escrito pela mulher de um cadeirante:

 

“(…)Ser mulher de cadeirante é você mudar o ritmo.

Desparafusar o relógio.
Mudar o passo ou o compasso.
Fazer no tempo dele.
Ser mulher de cadeirante é você conviver com os olhares curiosos e também com os fetichistas ( siiimmm, tem muito!!).
É ter vontade de saber lutar jiu-jitsu, pra se defender de tudo ou de todos.
É aprender, na marra, a conviver com caras e bocas que você nunca antes tinha reparado.
Ser mulher de cadeirante é penetrar pelo universo das readaptações e reabilitações, e finalmente entender quem é essa tal da célula -tronco.
É desejar que exista um mercado de medulas ósseas novinhas, pra você ir lá e pegar uma na prateleira… e descobrir que T4, C3, L2, não são nomes de vitaminas.
Ser mulher de cadeirante é acordar de manha querendo fazer tudo outra vez.
É no dia em que você sai de casa sozinha e não tem cadeira pra desmontar….sentir um vazio enorme…um nó na garganta…que eu chamo de saudade, e alguém pode dizer que é amor.
Ser mulher de cadeirante é um exercício de entrega, generosidade, compreensão e parceria.
Mais que isso…
Ser mulher de cadeirante é ser absurdamente feliz e realizada com essa dupla : ele e sua cadeira de rodas (claro…vc aprende a gostar da cadeira também, porque eles são quase inseparáveis).
Ser mulher de cadeirante é acreditar que ele precisa de você, para só então compreender que é você quem precisa dele!
Ser mulher de um cadeirante
por: C. Salgado
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Showing 7 comments
  • Valeria Fernandes
    Responder

    Já imagino todo o livro,Nana,realmente um conto seria pouco para um homem tão intenso como Ramon e uma mulher tão
    Forte como Marcella,sei q, vai ser uma história incrível,já estou ansiosa!!
    Quando Comecei a ler o conto me lembrei imediatamente da Bienal,quando eu estava no estande da Saraiva e o Fernando Fernandes,ex Big Brother,q hoje e cadeirante estava autografando seu livro e eu parei e olhei e tive vontade de fotógrafa—lo de longe mesmo e ele viu o meu movimento e me pediu q fosse até a ele e fotografasse de,perto,melhor ele pegou o meu celular e fez ele mesmo uma selfie nossa,brecou comigo,riu,me deu um beijo no rosto enfim foi muito simpático.Infelizmente,como vc sabe fui furtada durante,a feira e o celular se foi e juntamente com ele a foto.Durante o pouco tempo q se passou entre o meu olhar de longe e depois do seu chamado para,q, eu me aproximasse ,passou tanta coisa na minha cabeça,um homem tao bonito jovem,cheio de vida,pode ter um acidente tão cruel q tirou o seu,direito de,andar.Bem…ele com certeza já superou pois e um atleta paraolimpico,uma carreira se sucesso q está ai ,participa de Várias Prometia sociais,está noivo de uma bela mulher,enfim ele deu a volta por cima mas fiquei imaginando q não deve ter sido fácil!! Tenho certeza q a sua história será um sucesso.Bju grande e parabéns Nanete,escolhida.

  • Alcione
    Responder

    Não vejo a hora de ter esse livro pra mim , vai ser maravilhoso como todos os outros, mas com uma lição de vida diferente. Sucesso sempre diva

  • Monique Sousa
    Responder

    O que dizer dessa delícia de história? E melhor, baseada em fatos? Muito interessante, amei a temática e vou adorar saber muito mais. Sempre quis entender de onde os cadeirantes tiram tanta força e determinação para seguir em frente. Diva, tu é muito fora da casinha mulher… E Marcella, obrigada por dividir esse desejo com a gente!! Bjs

  • Hevely
    Responder

    Muito linda a estória!!! Não vejo a hora de ler a continuação e sim tem que virar livro!!! Parabéns, Nana!!!

  • Abeli
    Responder

    Nana
    como sempre inovando
    gosto muito disto em você, suas histórias tem princípio meio e fim e que fim, quando percebemos já nos envolvemos e nos sentimos dentro da história e aprendendo muito porque você pesquisa e mostra como perfeição a realidade do tema que se trata naquela história. Parabéns, você é especial pra Deus é pra mim. Beijos..

  • Renata Macedo
    Responder

    Uau! Já gostei da história! Aguardando ansiosa os próximos capítulos 😊

  • Simone Mendes Pereira
    Responder

    Gente que lindo Nana, fiquei realmente louca por mais, seu romance que ela tem artrite tbm li e aguardando ansiosa por essa história tbm, muito bacana o depoimento tbm da esposa de um cadeirante, vc sempre arrasa Nana , acho td muito bem feito, bem escrito, aguardando essa história que promete ! Parabéns pelo dia do escritor, vc foi minha primeira autora de romances hot , nunca mais parei , amo e só tenho a agradecer !!!

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