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Oi, amores!!!!

Voltamos!!!

Quem será a nanete homenageada de hoje?

Uma dica: a história dela é real.  Como não sei todos os detalhes, usei a imaginação para completar lacunas rsr.

Espero que gostem! No final tem uma observação para vocês.

Milhões de beijinhos e até a próxima.

Ah, deixa eu falar só mais uma coisinha: a nanete de hoje me fez admirá-la por defender suas opiniões e por ser o que criou para si. Gosto demais dela! Quem será? rsr

Vamos ver?

 

 

Você me faz sentir

 

557-vivemos-esperando--A-Frase--

 

Era um daqueles dias de verão no Rio de Janeiro e só quem mora aqui pode imaginar o que isso significa. Areias escaldantes nas praias lotadas, vapor subindo das ruas, suor escorrendo na pele sem parar. Todo mundo procurando algum canto com ar condicionado no escritório, no shopping ou em alguma loja.

Até conseguir chegar ao trabalho, eu sofria. Depois o ar condicionado recarregava minhas baterias. Quando vinha a hora de sair de novo, lá ia eu enfrentar o calorão até em casa. Mas isso durante a semana. Agora era sábado e eu tinha prendido os cabelos para o alto, quase derretendo, tentando cuidar das coisas em casa sem ter que entrar debaixo do chuveiro toda hora.

— Tomara que janeiro passe logo … — Murmurava, me abanando, com vontade de me enfiar no quarto e ligar o ar novamente.

Estava presa a uma chata tarefa de arrumar a sala, com todas as janelas abertas, quando meu celular começou a tocar, interrompendo a música do Nando Reis que tocava nele. Eu o atendi, sem nem olhar o número.

— Oi, Monique! Quer ser salva?

Eu sorri, ouvindo a voz da minha amiga Elisângela.

— Vai me tirar desse calor e me levar para o Polo Norte?

— Não chega a tanto! — Ela riu. — Tem festa hoje na piscina. Fomos convidados. Níver do Gustavo, mandou chamar todo mundo. E aí?

Era mesmo a salvação e senti o alívio com a palavra piscina.

— Que horas?

— Passamos para te pegar por volta de uma hora da tarde.

— Certo.

Eu me despedi dela um pouco mais animada e continuei o trabalho naquela caldeira fervente. Na cozinha, minha mãe fazia a comida e já começava a cheirar bem. Fui dizer a ela que ia sair.

Tomei banho, deixei o cabelo preso em um rabo-de-cavalo, pus um biquíni rosa e um vestidinho leve por cima, calçando minhas havaianas. Na bolsa um pente, um batom, uma toalha e uma saída de praia, além de uma calcinha seca. E minha carteira.

Antes de sair, me olhei no espelho, indecisa. Talvez estivesse simples demais, afinal, Gustavo morava em um casarão. Mas se a festa era na piscina, não dava para caprichar muito.

Por um momento, pensei se não seria melhor ficar em casa, lendo um livro. Uma horinha pelo menos com o ar condicionado do quarto ligado e minha mãe reclamando da conta de luz. Ainda assim, eu estaria mais na minha, naquela fase meio calada e solitária que eu me encontrava.

Suspirei, sem querer me esconder mais. Lembranças ruins ainda me perturbavam, eu aos poucos começava a sair da concha em que tinha me metido. Mas solidão e dor não podiam durar para sempre. Tinha que reagir, sair, rir com os amigos.

Lembrei dele, meu último namorado. Demorei até realmente entender que vivia um relacionamento abusivo com ele, dominada demais por meus traumas de infância, minha criação rígida, minha insegurança. No fundo eu acreditava que merecia tudo aquilo, as palavras duras, o desprezo, o esmagar da minha autoestima, que já era tão pouca.

Na minha cabeça, eu não via como eu podia conseguir alguém melhor do que ele. Afinal, não era bonita o suficiente, nem bem sucedida. Ainda estava na fase de lutar por meu lugar ao sol. Eu olhava para mim mesma e via uma pessoa fraca, sem merecimento, podada pela vida, sem atitudes.

Entretanto no fundo, lá no fundo de mim, uma chama ardia. Uma voz gritava que eu reagisse contra anos me sentindo um nada, que eu lutasse contra aqueles abusos, pois eu merecia mais. Não foi fácil nem rápido. Precisei encontrar essa força e me agarrar a ela, assim como ao apoio dos meus amigos. Até ter coragem de dar um basta em tudo.

Demorou até eu conseguir, até ele aceitar a viver sem o seu capacho.

Agora, era como uma espécie de renascimento. Eu ainda estava insegura, dando os primeiros passos, começando a entender algumas coisas e como meu passado estava impedindo minha felicidade. Só que não era rápido e as inseguranças permaneciam tentando me fazer regredir.

Fiquei aliviada quando o carro dos meus amigos parou na frente da minha casa e buzinou. Parei de pensar e de me encher de dúvidas, tentando me esconder ali. Ia sair, rir, me divertir. Aproveitar a minha juventude.

Me despedi da minha mãe e do meu irmão, corri para o carro e me senti alegre com as brincadeiras dos amigos, me jogando entre eles. Todo mundo falava e parecia animado, e assim fomos amontoados e suados até o casarão do Gustavo.

Localizada em Santa Tereza, a casa era enorme, antiga, toda cercada por muros altos. Nos fundos tinha uma piscina enorme, um jardim cheio de mesas e cadeiras, uma parte coberta onde ocorria o churrasco e ficava o DJ. Já estava cheia de gente, bebida rolando solta, música alta tocando.

Fomos falar com ele e depois corremos para a piscina.

Muitos dos meus amigos implicavam comigo, diziam que às vezes eu era chata e rabugenta, que eu precisava me soltar mais. Tinham razão. Mas também gostavam de mim do jeito que eu era, mostraram seu apoio quando mais precisei, reconheciam minhas qualidades, até mais do que eu. Era péssima para receber e acreditar em elogios. Mas nas críticas, essas eu aceitava como merecidas.

Tentei me soltar um pouco, aproveitar. A melhor maneira de relaxar era beber e a cerveja estava uma delícia.

Sentei na borda da piscina, molhada, de biquíni, tomando uma geladinha. Ria de uma briguinha na água de duas amigas minhas, que se divertiam.

Olhei em volta, pensativa. Gostava das conversas íntimas comigo mesma. Por muito tempo tive medo de me olhar, enfrentar meus fantasmas do passado, reagir. Era mais fácil calar, remoer a raiva, aceitar. Mas agora eu estava numa fase de redescoberta de mim, começando a gostar de enfrentar meus medos, de realmente saber quem era a verdadeira Monique e do que ela era capaz.

Tudo era ainda doloroso, lento. E também desafiador. O que, surpreendentemente, estava me agradando.

Estava distraída com meus pensamentos, quando o vi.

Ele estava parado entre um grupo de amigos, perto do aniversariante, todos falando alto, animados. Menos ele. Estava quieto, sério. Olhando para mim.

Por um momento, apenas o encarei. Primeiro, abalada com a intensidade dos seus olhos incrivelmente verdes. Depois, ligeiramente chocada por ser alvo da sua atenção tão direta, fixa.

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Era um gato. Alto, musculoso, um corpo capaz de tirar a razão de qualquer mulher sã, usando apenas uma sunga de praia preta. Sua cabeça era totalmente raspada, os traços fortes, maxilar rijo, boca bonita. Fiquei desnorteada com tudo aquilo.

Disfarcei e desviei o olhar, sondando à minha volta para ver se havia alguma mulher linda perto de mim. O que explicaria seu olhar na minha direção. Mas não, era para mim mesmo que ele olhava.

Virei o rosto devagar e o busquei. Fiquei decepcionada ao ver que dava atenção aos amigos, rindo com eles, ficando ainda mais espetacular com aquele sorriso aberto. Alguém tinha lhe dado um copo de cerveja.

Cheguei a pensar se não teria imaginado seu olhar. E mesmo julgando aquilo mesmo impossível, não consegui desviar a atenção, apreciando-o como há muito tempo não fazia com um homem.

Depois do meu último relacionamento, estava desconfiada demais com eles. E ainda lambendo minhas feridas, me recompondo. Queria estar forte, pronta, quando permitisse que mais alguém se aproximasse de mim.

Naquele momento, ele se virou e, ainda sorrindo, me encarou. Cheguei a sentir um trepidar por dentro, que me assustou. Era como se sorrisse especialmente para mim.

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Porra, não tinha sido imaginação nem coincidência! Aquele homem lindo, com intensos olhos verdes, me paquerava.

Deixei o copo de cerveja na borda da piscina e mergulhei, fugindo, sem saber ao certo como lidar com aquilo. Nadei até onde minhas amigas estavam, tentando ignorá-lo e fazer parte da conversa delas.

Nem sei o que disserem ou o que eu falei. Senti como se estivesse em uma peça de teatro, contracenando, agindo como se fosse um personagem, pois cada polegada minha queria se voltar para ele, olhar mais, sentir aquilo tudo diferente que tinha despertado em mim.

— Boba … — murmurei para mim mesma.

Quando saímos da água, um tempo depois, refrescada, molhada, eu me contive mais. No entanto, estava torcendo o longo cabelo escuro, deixando a água pingar ao meu lado, quando os pelinhos dos meus braços se arrepiaram. Um homem passava ao meu lado e vi seus pés grandes, suas pernas musculosas, o vislumbre da sunga preta. Soube que era ele.

Foi mais forte do que eu. Parei, com as mãos ainda no cabelo, enquanto erguia os olhos e o fitava.

Assim, de perto, era ainda mais lindo. Os olhos não tinham nada de castanho ou de outras cores, eram puramente verdes, cristalinos, os mais impressionantes que vi na vida. Prendi o ar. Aliás, esqueci de respirar.

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Ele não sorriu. Não com a boca. Mas os olhos pareciam me dizer muita coisa, inclusive que me admirava. Não precisavam passar por meu corpo esguio no biquíni, mas eu tinha a sensação de que já conhecia cada parte de mim. E que gostava de tudo.

Por um breve momento, paralisada, eu senti no íntimo que aquele homem me via até por dentro, todos os meus medos, anseios, imperfeições. Também a minha força, que me fazia sempre levantar após um tombo e buscar outro caminho, com cautela e receio, mas sem querer desistir de tentar, sem querer me abandonar de vez.

Ele parava. Ia falar comigo, ia mexer ainda mais com cada célula do meu corpo, me balançar como ninguém tinha feito antes. O aviso soou como sirene em minha mente e, acostumada demais a esperar o pior dos homens e o pior de mim, eu virei de repente, como se pouco me importasse com ele. Fui até as minhas amigas, que trataram logo de me servir cerveja.

— Que gato! Você conhece, Monique? — Ana perguntou, se espichando para olhar atrás de mim.

— Nunca vi.

Fingi pouco interesse, mas meu coração disparava. Era como se eu tivesse corrido um grande perigo e me safado por pouco.

Não entendi nada, muito menos por que ele me olhava tanto e tinha se aproximado. Eu podia até ser bonita, como todos os meus amigos diziam, ter um corpo bem feito, cabelos lindos. Mas não acreditava. O que via era uma garota sem graça, fechada, acostumada a ouvir que não prestava para nada, acostumada com ofensas e rigor, a fazer coisas que nunca quis. Eu era um poço de contradições e nunca consegui discernir o que fazia parte da Monique verdadeira. Ainda não.

Disfarcei, conversei, fui me servir de comida com elas. Mas uma parte minha mal prestava atenção no que acontecia e, silenciosamente, buscava por ele. Eu o vi por ali. Com amigos, com garotas em volta, sempre cercado, como se fosse uma figura querida, bem quista por todos. E admirado pelas mulheres. Dava pra ver.

Em alguns daqueles momentos, ele me pegou em flagrante, espiando-o. Como também o peguei sempre atento a mim. Em todas as vezes, eu o esnobei, fingindo falta de interesse, certa de que devia estar querendo se divertir às minhas custas. Só podia ser.

Foi uma tarde legal e cheia de sentimentos perturbadores para mim. Acabei bebendo mais do que devia e fiquei ligeiramente tonta. O calor tinha melhorado um pouco, mas ainda assim era forte. Por isso, fui me juntar ao pessoal na piscina, ver se a água fria me refrescava e aliviava aquela tontura.

A noite já começava e as luzes foram acesas. Eu passava perto de umas cadeiras no jardim, quando de repente estaquei ao dar com um peito modelado e liso na minha frente. Os olhos verdes me queimaram e eu o olhei com o coração disparado.

— Pra você.

Sua voz era grossa e ainda assim tinha algo de macio, de suavidade. No ponto certo para fazer cada terminação nervosa do meu corpo se sacudir.

3

Surpresa, vi a garrafa de água mineral em sua mão.

— Por quê? — Murmurei.

— Cerveja não hidrata. Toma.

Peguei a garrafinha, com cuidado para não tocar nele, desconfiada. Ia perguntar como sabia que exagerei na bebida, mas eu tinha notado bem como me monitorava o tempo todo, o mesmo que eu fazia com ele.

— Qual o seu nome?

— Monique.

Não perguntei o dele. Aliás, senti uma vontade suprema de me fazer de forte, de mostrar que eu não era qualquer uma que ele conquistava com aquele corpo sarado e aqueles olhos maravilhosos. Sem contar com a boca que era uma tentação. Só podia estar se divertindo. Talvez o fato de tê-lo desprezado tenha despertado seu interesse.

Tomei um gole da água e fui muito mal educada, sem agradecer. Pelo contrário, fiz questão de ser grosseira:

— O que você quer?

Sua expressão ficou mais intensa. Não pareceu se ofender, pois deu um sorriso meio de lado. Para minha surpresa, se aproximou um pouco mais, apoiou a mão na cadeira bem ao lado do meu quadril e, sem que eu esperasse, deixou seu rosto quase colado ao meu ao murmurar em meu ouvido:

— Eu preciso ser mais claro do que meus olhos foram até agora?

Estremeci. Um arrepio desconhecido subiu por minha espinha e se espalhou em meu pescoço, lentamente.

Tinha que me afastar, mostrar falsamente que não me afetava. Mas fiquei colada no lugar, minha mente parecendo cheia de algodão, sem conseguir formar pensamento coerente.

Quando ele voltou a me encarar, tão de perto, sorrindo, consegui despertar. Falei séria:

— Está rindo de mim?

— Nunca. É sempre tão arisca assim?

— Só com estranhos que gostam de se divertir às custas dos outros.

Pareceu surpreso.

— Foi isso que achou? Por quê?

Parecia mesmo curioso.

Não era óbvio? Eu não era páreo para aquele homem. Seria só mais uma para ficar atrás dele, como devia estar acostumado a acontecer. Queria me fazer de boba.

— Realmente, não importa. Com licença.

Ia passar por ele. Mas segurou minha mão e fui violentamente afetada por aquele toque. Muito perto, nos fitamos nos olhos e estava sério.

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— Não vá ainda.

— Por que não?

— Quero conversar com você.

Tive uma vontade imensa de ficar. Uma voz baixinha, bem lá no fundo dos meus instintos, me mandou arriscar, baixar a guarda. Mas a razão, essa sempre tão cheia de inseguranças e medo, não me deixou acreditar. Eu queria me proteger do risco que aquele homem anunciava pra mim.

Soltei a mão, mas não me movi. Acenei com a cabeça.

— Converse.

Os lábios dele se abriram num sorriso bem humorado e seus olhos acariciaram meus traços.

— Converse? Suponho que para isso precisa no mínimo de duas pessoas e você vai participar. Estou certo?

Ele me desconcertava. Quis ser leve, sorrir, entrar na provocação. Mas mal sabia começar a fazer aquilo.

— Estou curioso com o que você trabalha, Monique. Torturadora? Lutadora de jiu jitsu? Carcereira?

Eu quase ri. Aí lembrei de umas amigas minhas implicando, dizendo que eu era muito séria e geniosa, que cismava com as coisas. De alguma maneira, ele tinha percebido aquele lado da minha personalidade.

— Eu trabalho em um escritório e faço faculdade. — Não sorri. — Por que carcereira e os outros? Torturadora, pelo que sei, não é profissão.

— Você que pensa. — Seu sorriso aumentou. — Parece bem durona.

— E sou.

— Assim que eu gosto.

Vacilei em meu mau humor forjado. Relaxei um pouco e perguntei:

— E você, é durão?

— O bastante. Quando necessário, principalmente no trabalho. Mas na vida, de forma geral, não. Gosto de relaxar, de aproveitar, de me divertir.

— Percebi. Trabalha em quê?

— Sou policial do BOPE.

Fiquei realmente surpresa. Sua cabeça raspada, o corpo forte, uma aura de masculinidade que o envolviam, combinavam com aquela profissão.

— Deve ser perigoso.

Não sei por que me importei com ele, mas pensei nos riscos que devia correr e aquilo me incomodou.

Deu de ombros.

— Hoje em dia até atravessar a pé uma rua é perigoso no Rio de Janeiro. Pode ser assaltado, levar uma bala perdida, ser atropelado por um bêbado. A impunidade e a falta de respeito ao próximo impera.

— Eu sei. Mas isso não minimiza os riscos da sua profissão.

Seu sorriso diminuiu, seu olhar foi mais intenso. Falou, chegando ainda mais perto:

— Preocupada comigo?

Ele sabia perfeitamente como me afetar. Estava dura, tensa, perturbada. E excitada. Não consegui me manter segura ou indiferente, muito pelo contrário.

— Nem conheço você.

— Posso me apresentar, Monique.

Eu não tinha perguntado seu nome.

Tive medo de saber, de o fazer ainda mais real para mim. Fitei seus olhos e fiquei muito balançada com a atração intensa que despertava. Ainda não estava pronta para correr riscos. E aquele policial do BOPE era um perigo gritante para mim, eu sabia muito bem.

Talvez, se fosse em outra época, eu relaxasse mais, arriscasse. Mas estava ainda machucada, em um período bem complicado da vida, tentando catar os meus cacos. Se aquele cara quisesse só se divertir, me usar como mais uma, eu me afundaria de vez no poço do qual vivi tanto tempo.

— Realmente, não vai ser preciso. Foi bom falar com você, mas preciso voltar para meus amigos. Aproveite a festa, policial.

Não sei de onde tirei aquela frieza.

Vi seu olhar profundo para mim, mostrei a garrafa de água e, antes de me afastar, agradeci:

— Obrigada.

Ele não me segurou. Acho que cansou de falar com um muro.

Eu me afastei como se não fosse eu ali. Por que a Monique verdadeira queria ficar, ouvir mais de sua voz, sentir seus dedos longos segurando os meus. Mas eu sentia medo, não queria fazer papel de ridícula e cair na sedução de um homem que, com certeza, sabia bem o que fazer com uma mulher. Possivelmente também sabia destruir uma. Eu seria presa fácil.

Fiquei na piscina, com o pessoal, o tempo todo um peso no meu peito, uma ansiedade me consumindo. Foi impossível não procurá-lo, não me sentir afetada. Como também ficar com uma palavrinha martelando na minha cabeça: “Se”. E se ele não fosse o cafajeste que eu pensava? E se eu pelo menos o conhecesse um pouco mais antes de fugir como uma medrosa orgulhosa?

Garotas bonitas faziam o possível para ficar perto dele e puxar assunto. No início eu o vi falar com elas, sorrir, enquanto garantia a mim mesma que na certa já estava paquerando as outras, esquecido de mim. Mas então notei que era só educado, não se demorava muito com elas, ficava mais com os amigos.

Bebi muito mais do que devia. E senti, vi, notei, seus olhos muitas vezes me acompanhando. Teve um momento da noite que me meti entre as pessoas na pista de dança cheia de luzes e me mexi lá, tonta, a ponto de ficar realmente embriagada.

Bebida alcóolica podia ser uma fuga fácil para a covardia, para o temor do desconhecido. E às vezes era muito bom se entregar a ela e esquecer o passado e tantas coisas vividas.

Alguém segurou meu braço. Pensei que seria um dos meus amigos e parei um pouco aquela dança que me deixava rodando. Quando abri os olhos e vi aquelas íris verdes em mim, senti seu corpo próximo, quase me deixei escorregar e encostar nele. Mas só o encarei, enquanto dizia perto do meu ouvido em meio à música alta:

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— Beba água.

Estava com uma garrafinha, enfiando na minha mão. Virei o rosto, confusa, até me deparar de novo com seus olhos.

— Por que se preocupa?

— Não sei.

Eu também não sabia. Mas baixei a guarda, abalada, mexida. Pronta para deixar meus instintos mais femininos falarem, ditarem meus atos seguintes.

Soltei o ar forte dos pulmões, senti minha pele formigar. Sua mão segurou a minha, firme, quente. A sensação era de que eu queimaria se me deixasse encostar nele, que talvez eu virasse chamas e depois pó. No fundo de mim percebi que aquele homem tinha um poder grande naquele momento tão frágil em que eu me encontrava. O de me ajudar a acreditar de novo e o de me derrubar de vez.

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— Monique …

A mão grande subiu por meu pulso. Arrepios subiram também, como espiral.

O passado, as experiências que tive, tudo veio pra mim, forte, como um aviso. Eu soube apenas uma coisa ali: não estava pronta para arriscar. Primeiro eu precisava me achar, ser eu, só eu. E o medo não arredou pé do meu interior.

Soltei sua mão. Não peguei a garrafinha que tinha trazido para mim. Dei um passo para trás, sorri mesmo sem vontade, fui até infantil ao esnobá-lo:

— Desculpe, mas não preciso de água. Nem de nada mais. Sei me cuidar.

E sem mais palavras, saí em busca dos meus amigos.

Tão logo me afastei, senti o arrependimento me envolver. Quis me voltar, ver se ele ainda estava ali. Minha razão lutava com os instintos, mais rebeldes e que queriam se arriscar. Afinal, como a vida podia ser boa com tantos temores?

Mas dei um passo e outro, tonta, indecisa.

Alguns minutos depois, quando já me sentia mais forte e segura entre meus amigos, eu o busquei com o olhar. Por todo o tempo seguinte, o procurei, mas não o vi em lugar algum. Até perceber que ele tinha ido embora.

E eu não soube nem sequer o seu nome.

 

 

1 ano depois

 

 

Eu ri, de pé no grande clube onde tocava música eletrônica. Não era minha preferida, mas o sábado pedia farra com os amigos e eu aproveitava. Ocupávamos uma mesa grande, alguns sentados, outros de pé, uma pequena parte dançando. Estava cheio e animado.

— Monique, você está um arraso com esse batom vermelho! — Minha amiga Gabi falou ao meu lado, me dando uma cutucada. — Cada dia mais linda!

Fiquei feliz com o elogio. Usando uma blusa branca de tecido fino, uma pequena saia preta justa e saltos altos, eu estava com os longos cabelos escuros caindo lisos e compridos, uma maquiagem caprichada, me sentindo bem. Tinha aprendido que quando estamos felizes com nós mesmos, isso parecia se refletir no exterior.

Tinha recebido vários olhares naquela noite e paquerado também. Estava realmente me divertindo, ainda mais com o papo engraçado dos meus amigos.

Distraída, eu ia me virar e seguir para a pista de dança, quando de repente esbarrei em um homem alto que passava.

— Ah, desculpe.

Sorri quando o olhei, mas na mesma hora fiquei paralisada ao me deparar com os intensos olhos verdes. Meu coração deu um salto mortal e pareceu cair de um precipício. Eu o reconheci na hora.

2

— Oi, Monique. Tudo bem?

Sua voz grossa, macia, me deixou mais desnorteada. Depois de um ano, ele lembrava ainda o meu nome. E eu não fazia ideia de qual era o dele. Mas nunca o esqueci.

Durante muito tempo pensei nele, fantasiei com a ideia de ter sido menos covarde e infantil. De ter sabido como ele se chamava, trocar número de telefone, arriscar. Vivi com a suposição do “se”, se tivesse deixado tudo que ele me falou ao pé do ouvido entrar no meu sistema, se tivesse vivido algo com ele, nem que fosse só uma noite. Infelizmente, não dava para voltar atrás. Mas agora, ele estava ali.

— Oi … — Murmurei, ainda tentando me recobrar. Totalmente balançada, eu falei: — Muitas vezes me perguntei qual seria o seu nome.

— Pensei que não estivesse interessada em saber.

Seus olhos eram mais duros, mas ainda assim intensos, daquele jeito que pareciam me ver pelo avesso. Estava igual, lindo demais, másculo demais. Mexendo muito comigo.

— Como se chama, policial do BOPE?

Por um momento, ele não respondeu.

A nossa volta, tudo era barulho, movimento e agitação. Mas eu mal percebia, totalmente concentrada nele, feliz com aquela coincidência do destino.

— Tristan.

Tinha imaginado tantos nomes, mas não aquele. Diferente e único como ele.

Nem tive tempo de apreciá-lo. Tristan acenou com a cabeça e disse com certa frieza:

— Foi bom ver você.

Não acreditei quando se afastou. Eu o segui com os olhos, vendo minha segunda chance me deixar, sem oportunidades de uma nova tentativa. Não olhou para trás e foi até uma outra mesa, cheia de pessoas.

Fiquei perplexa. Tinha sido tão rápido, o encontro inesperado, as palavras contidas e … pronto. Mais nada.

Passei os olhos por ele, vendo como estava lindo com a camisa branca e o jeans escuro, seus ombros largos se destacando. Lembrei de seus músculos, de seu toque, do seu hálito quente no meu ouvido. E fiquei completamente abalada por encontrá-lo de novo e perdê-lo de novo.

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Aquele último ano tinha sido um dos melhores da minha vida. Ano de autoconhecimento e de recuperação. Eu tinha aprendido a usar minhas experiências ruins do meu passado para me reconstruir. Aprendi que tudo que eu via como derrota, podia ser a minha vitória. Usei cada coisa a meu favor, aliada a informações e a força de vontade.

Agora eu gostava de mim e da minha vida. Eu necessitava viver intensamente, cada dia mais. Via as oportunidades e lutava por elas. Tinha terminado a faculdade, mudado de emprego, não deixava mais ninguém me convencer que eu não era boa o suficiente para alguma coisa. Eu me orgulhava por tudo que conquistei sozinha, principalmente minha autoestima.

Não havia momento melhor para Tristan retornar à minha vida. Nunca imaginei que fosse possível, mas desejei um dia reencontrá-lo. E quando isso aconteceu, não foi como eu tinha esperado.

Mantive meus olhos nele. Então, vi uma mulher alta e linda se levantar e ir abraçá-lo, sorrindo, dizendo algo bem pertinho. Vi como enlaçou sua cintura e como se beijaram na boca, apenas um toque, mas o suficiente para mostrar que era sua namorada.

A decepção foi como um balde de água fria. Virei para meus amigos, tentei me envolver na conversa deles. Mas na minha mente só Tristan com aquela moça linda. Muito mais bonita do que eu.

Não deixei velhas inseguranças me abordarem, mas foi impossível não ficar balançada, perturbada, com um peso grande no peito.

Afinal, o que eu esperava? Que ele tivesse ficado aguardando que eu aparecesse na vida dele? Ou que esquecesse o modo como o esnobei naquela festa, mesmo quando se mostrou preocupado comigo? Era surpreendente que ainda lembrasse meu nome, depois de tudo.

Em várias vezes naquela noite, eu o busquei com o olhar, sem poder me controlar. E pelo menos duas vezes, vi que me encarava daquele modo intenso. Para logo desviar o olhar, sendo a vez dele me esnobar.

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Mas notei outra coisa, que mexeu demais comigo. Ele não olhava para a namorada como olhava para mim. Na verdade, parecia superficial com ela. E não demorou muito ali, logo saíram juntos.

Sabia que era loucura me sentir daquele jeito, mas estava arrasada. Nunca entendi por que aquele homem tinha me afetado tanto, como também o fato de nunca tê-lo esquecido. A atração que despertou em mim foi forte, diferente, quente. Cheia de promessas que não tinham se realizado e nunca se realizariam. E aquilo doía de modo inexplicável.

Tentei rir, conversar. Mas minha vontade era ir embora. Já estava quase fazendo isso quando, mais ou menos uma hora depois, eu vi Tristan voltar à mesa dos seus amigos. Meu coração disparou, tudo em mim pareceu se precipitar. Estava sozinho.

Uma esperança boba, intrometida, veio me fazer companhia. Quando seu olhar sério encontrou o meu, eu cogitei a possibilidade dele ter voltado por mim. E mesmo sabendo que era errado querer aquilo, que tinha namorada, eu desejei ardentemente mais uma chance. Só mais uma.

Ele se virou para os amigos, sentou e bebeu com eles. E nem mais uma vez olhou para mim.

Ansiosa, eu entendi. Não era por mim. Eu era passado. E Tristan já estava em outra.

Talvez, no fundo, eu estivesse certa desde o começo, quando o desprezei. Foi um flerte, sem importância para ele. Não daria em nada mesmo. Sem contar que, naquela época, eu não estava pronta para ninguém. De qualquer forma teria sido em vão.

Melhor assim. Eu estava bem comigo. Eu me completava sozinha, me cuidava, me amava. Por mais que as pessoas me vissem equilibrada, segura, algumas até brincassem que eu devia ser menos fria e mais romântica, só eu sabia que ainda e sempre acreditaria no amor.

Eu era daquelas que sabiam agora resolver qualquer problema com segurança, mas que sonhavam como adolescente vendo filmes como E O Vento Levou e Dirty Dancing. No fundo, eu esperava um amor intenso de filme ou dos romances eróticos que gostava de ler. Era livre, dona de mim, mas também uma sonhadora. Eu queria o amor. Não qualquer um, o meu, especial.

Engoli minha decepção e minha culpa. Aceitei a realidade. E quando meus amigos resolveram pagar a conta e partir, senti o peso aumentar. Talvez aquela fosse mesmo a despedida de Tristan. O possível amor que nunca se concretizou. O que ficaria para mim como uma lembrança, uma incógnita.

Quantas coisas eram assim na nossa vida! Pessoas especiais apareciam e a gente, talvez por orgulho ou insegurança, deixava que escapassem. Afastava. Como também momentos, que poderiam ser curtidos, mas eram atropelados na pressa do dia a dia. E depois, quando a gente se deitava no travesseiro, talvez anos depois, era daquela pessoa que ia lembrar ou daquele momento. E aí vinha o questionamento: e se tivesse sido diferente?

Meus amigos começaram a se encaminhar para a saída do restaurante e eu os segui. Estava passando em frente à mesa de Tristan e soube que necessitava de pelo menos mais um olhar. Eu o pegaria para mim, guardaria no fundo do meu ser, recordaria vezes sem fim no futuro. Seria aquele algo tão especial que, mesmo não vivido em sua totalidade, ainda assim tinha sido importante o suficiente para nunca ser esquecido.

Naquele momento, a música barulhenta deu um intervalo e começou a tocar uma música da Aretha Franklin que eu adorava. Não acreditei, pois a letra parecia vir para mim:

 

“Olhando a manhã chuvosa

Eu costumava perder a inspiração

E quando eu sabia que teria que encarar mais um dia

Nossa, isso fazia com que eu me sentisse tão cansada

Até o dia em que te encontrei, minha vida era tão injusta

Mas você foi a chave para minha paz de espírito

 

 

Porque você me faz sentir

Você me faz sentir

Você me faz sentir como uma mulher natural

(…)”

Virei o rosto e olhei para ele. Tristan também se virou e olhou para mim.

Não parei. Segui, devagar, passando. Seguindo para longe. Uma tristeza conformada no peito, uma saudade já antecipando as lembranças. Seus olhos verdes eram demais para serem apagados em mim. Inesquecíveis.

Sim, até o dia que eu o tinha conhecido, a vida era injusta comigo. E de alguma forma, ele veio naquele momento de mudança, de resgate de mim mesma como ser humano e como mulher. Não ficou, eu não permiti isso. Mas me marcou assim mesmo, sua lembrança permaneceu. E agora ali, era real de novo.

Olhou-me com intensidade, sério, penetrante. Sorri suavemente, como em despedida. Acho que ele entendeu. Sua fisionomia mudou, ficou mais carregada, quase como se ficasse com raiva.

Passei. Olhei para frente e não consegui ter a paz esperada. Pelo contrário, senti um aperto grande por dentro, um aviso de que eu estava novamente sendo covarde. E se me voltasse e caminhasse até ele? E se fosse sincera, dissesse que nunca o esqueci, que queria saber mais dele?

Talvez não estivesse interessado. Aliás, aquilo nem devia passar por minha cabeça, pois ele tinha namorada. Eu devia respeitar e seguir meu caminho.

Ainda assim, pensar em passar mais tempo sem ao menos entender tudo aquilo que me fez sentir, sem ao menos provar como seria, parecia tão injusto! Eu não era tão passiva assim, tão insensível. Aquele homem sempre me lembraria do “se”, sempre ficaria me marcando como ferro quente.

Por um momento, desejei ardentemente que Tristan se sentisse tão envolvido quanto eu. Que ele levantasse, me seguisse, me dissesse alguma coisa. Qualquer coisa que me fizesse ficar.

As possibilidades eram muitas, mas a cada passo que me aproximava da saída, eu via as esperanças despencarem e aquelas probabilidades diminuírem.

Infelizmente, nem tudo era possível. Às vezes não era a hora certa ou ainda não me sentia pronta para os presentes da vida. Aquele presente foi me oferecido só uma vez e eu nem quis abri-lo, ver se gostaria do que tinha dentro. Agora, era tarde demais.

A música me acompanhou, arrepiando-me, fazendo-me repensar tanta coisa!

Meus amigos saíram rindo, sem saber o furacão que acontecia em meu íntimo. Vi a porta, cheguei nela. Só mais um passo e eu estaria fora. Não sei por que parei. Só soube uma coisa:

Eu ainda podia mudar tudo. Ou ao menos tentar. Era a hora da decisão.

 

 

 

Oi, amores!!!

Ah, não queiram me bater! Devem estar pensando agora: “Como assim? Acabou?”.

Não acabou. Eu gostei muito dessa história e tenho certeza de que merece muito mais. Merece um destino que talvez não tenha sido o real, mas o possível, aquele que ficou no “se” e que a vida (essa mocinha danada e surpreendente) pode ou não mudar.

No entanto, não quis dar um final corrido para este conto.

Esta semana trabalhei muito reescrevendo Proibida para entregar à Planeta e só pude escrever o conto hoje. Mas sabem como é, casa, filhos, gata, cachorros, editores me chamando para resolver algo … pois bem, terminei o conto tarde e não queria deixar vocês na mão, já que semana passada não pude postar nenhum.

Assim, parei por aqui para não fazer nada correndo e sem o final que merece. Então, farei a continuação. Mas com uma condição rsrsr.

Não me chamem de malvada rsrs.

A condição é:

Deixem nos comentários o final que vocês gostariam de ver:

Monique realmente indo embora e seguindo seu caminho, continuando suas redescobertas e novas aventuras, guardando Tristan como uma lembrança saudosa, dessas que tanto temos na vida?

Ou quem sabe Monique voltando, indo até ele, se arriscando?

Tristan também pode ter ficado abalado, se levantado, ido atrás dela?

E a namorada dele?

Hum, são tantas possibilidades …

O que escolhem? E você, Monique, o que gostaria de viver?

Vou escolher o melhor comentário, o melhor final. Posso contar com vocês? Beijos e até breve.

Ah! Vou tentar escrever o final e postar até amanhã. Vou tentar, juro! Bjss

Monique! Busquei demais um cara gostoso com cabeça raspada, mas só encontrei cara feio rsrs. Tive que colocar um com o cabelo raspadinho. Bjss.

 

Essa música do Jota Quest é maravilhosa! Não vamos esperar por dias melhores, vamos fazer o nosso dia de hoje melhor que o de ontem e aproveitar nossa vida. Ela está passando <3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Showing 40 comments
  • Maria Jane
    Responder

    Acho q ela deveria voltar,sentar no colo dele e dar um beijo daqueles “quase sexo”…. depois puxar ele para um canto reservado da boate e dar um trato geral… se é pra guardar lembrança, que seja de forma adequada…kkkmm

    • Nana Pauvolih
      Responder

      Gostei disso, Maria Jane rsrs

    • Dany Sousa
      Responder

      Acho que ela podia voltar e dar de cara com ele…..tipo os dois tiveram a mesma ideia e mesmo que seja somente por uma noite merecem viver esse lance quente que começou um ano atras. A menina pode ser apenas uma peguete ja que ele é BOPE e vamo combinar que todos são uma delicia…rsrsrrs…..ansiosa pelo desfecho….acho que ele tem que ter uma pegada forte afinal ela merece né…rsrsr

  • Sara Jane
    Responder

    Gostaria que a Monique desce meia volta e fosse falar com o Tristan e que ele tbem tenha ficado tocado por ela e rola-se aquelas cenas bem hots que só vc sabe escrever diva. De preferencia no banheiro do resaurante.

  • Taynah Martins
    Responder

    Ah Nana como sempre você me surpreende.
    Essa história tem o enredo de uma mulher sofrida no passado, que passou por cima de tudo para se encontrar,e nada mais justo que ela voltar passar por cima dos seus medos e descobrir que o “se” não existe, que só se arrepende daquilo que não se fez, e se dar uma chance de pelo menos se mostrar, de ser a mulher forte que é.

    Bjs minha linda , parabéns pelo conto esse foi lindo , não que os outros não tenham sido, mas essa história eu me vi nela, porque sempre há fantasmas do passado nós fazendo desisti de ser feliz .
    Você é um anjo na nossa vida.
    Sucesso e quem sabe meu final completa esse belíssimo conto.

  • Rosi
    Responder

    Que susto!! Assim a gente pira De vez!! Vou deixar por sua conta! Sei que vai arrasar!!

  • Harysson
    Responder

    Vejo Tristan intrigado com o reencontro, indeciso se continua com a atual namorada ou se volta para Monique. Prevejo, também, um término tenso, desses que o casal decide terminar por conta de situações intensas vividas no passado – bem dramático, eu diria.

  • Viviane
    Responder

    Acho que ela deve voltar, entregar o número do telefone dela para ele, dizer q a 1 ano atrás não estava pronta para o conhecer e se a moça bonita não fosse namorada/importante a adoraria receber uma ligação! Ele poderia ligar ou na hora pegar sua mão e dizer: vamos nos conhecer hoje!

  • Jheeh Cristina Lindoso
    Responder

    Nana amei o conto.
    Monique sua linda, que policial eh esse?

    Sim vamos lá, como ela já sofreu na mão de um “homem”, acho muito merecido ela chegou voltar e lutar pelo o que ela quer. Bacana seria os dois item em busca um do outro(assim fica claro que os dois querem).

    Amei o conto por ser real, até certo ponto. Parabéns Nana sua linda😍
    PS::: Aguardando a continuação…😘

  • Margarete
    Responder

    Como assim??? Rsrsr to aqui enfartando. Rsrsrs
    Nana vc é a melhor!!!! me faz esquecer do feijão no fogo e principalmente dos meus problemas. Rsrs
    Meu final.perfeito. eles se encontrarem no meio do caminho e terminarem juntos.

  • Natalie Silva
    Responder

    Oi Nana querida! Claro q ela tem q voltar e ter uma noite muito quente com ele… o resto deixo com vc. Confio na sua criatividade sempre! Bjs…

  • Alcione
    Responder

    Acho que ela deve voltar e falar tudo que sentiu e senti por ele

  • Silvana Lemke
    Responder

    Ela tem que se arriscar Nana voltar e pelo menos tentar , se encontrarem.no caminho ela voltando e ele indo atrás dela, ela merece um final feliz com Tristan ❤

  • Valéria Fernandes
    Responder

    Oi Nana Pauvolih,primeiro quero dizer que vc sabe mesmo como mexer com os nossos sentimentos e imaginação,segundo parabenizar a Monique e lembrar que quando eu li a história dela eu fiz um comentário para ela e contando uma passagem minha um pouco parecida com a história dela,acho q até pedi que vc lesse a história .
    Eu também vivi um “se” e não tive a resposta da vida.
    Enfim,eu nunca esqueci essa em muitas histórias que já vivi.
    Quanto a história da Monique,acho que ela deveria sim,correr e voltar e arriscar,afinal ele na primeira vez mostrou interesse e ela não quis, então agora é a vez dela mostrar o que quer,quem sabe ele precisa desse passo dela.
    O resto da história eles precisam viver,quanto a namorada,com certeza não é tão importante ,se não ,ele não teria voltado.
    Se voltou foi porque queria algo e só queria um passo dela,um sinal…
    Monique,eu se fosse vc partia pra cima,se tem algo que a vida me ensinou é não viver com o “se” o “talvez”.
    Se joga.
    Nana Pauvolih, dê o final que a Monique deveria ter vivido,acho que ela vai amar!!Bjus

  • Denise Costa
    Responder

    Pela virgem , ao meu coração, aí minha curiosidade.kkkk Acho que ela deveria ao menos falar o que sentiu por ele,e pq fugiu dele antes. Daí ele que tem que tomar uma atitude depois.

  • Nana Pauvolih
    Responder

    Amando os comentários, meninas!!!

  • Auane
    Responder

    Volta Monique, a duvida vai acompanhar sua vida para sempre e isso é triste de mais…temos que arriscar, eu não sei se é por eu ser de áries mas não consigo dormir com o e “se”. Por isso dei muita cabeçada na vida, já fui até chamada de fácil, mas dormir arrependida isso não é para mim.

  • Andréa
    Responder

    Aí meu Deus, quer me matar mulher!? Foi maravilhoso até agora…eles poderiam se encontrar no meio do caminho e se perderem no olhar um do outro e o restante fica por conta da sua imaginação que é maravilhosa.

  • Hevely
    Responder

    Já que ela está nessa nova fase da vida de autoconfiança, e em vez de viver a vida de ‘se’ e sim ‘tentei e fui a luta’,acredito que ela deve voltar e falar com ele tudo que sente pois ele tbm deve ter sentido alguma coisa por ela. Mulher vai a luta!!!!

  • Lucinda Ju
    Responder

    Já passei por algo assim. Éramos amigos e fiquei com medo de arriscar. E vou dizer: Nada é pior que o “se”… Hoje estou com outra pessoa, casei, tive filhos, sou muito feliz. Mas “Ele” sempre está na minha memória. Monique, vc voltou, encarou, lutou e ganhou uma escolta particular do BOPE. hummm

  • Andrea
    Responder

    Mulher do céu assim mata a mamãe aqui😂😂 ela tem que voltar e viver este lance quenterrimo prometido. Essas coisas Nana Nunca Nunca mesmo devemos deixar passar. O amanhã é algo que pode não existir. Tem que viver o hoje o agora sempre. Já estou aqui imaginando as cenas hot que vao rolar😂😂😂😂😂

  • Ediene
    Responder

    Uauuuuuu adorei ,euacho que ele tem que ir atrás dela ,pois ele estava com uma mulher ,se ele não estivesse eu achava que ela tinha que ir atrás dele,muito bom eu adoreiii.merece o melhor no final

  • Janaina
    Responder

    Adoreiiiii… Se arrisca menina..a.e joga… o não já existe…
    e vai que a tal amiga tenha sido dispensada…
    louca por mais 😍

  • Noemy
    Responder

    Que lindo, o conto da Nique <3
    Eu acho que ela deveria voltar, se arriscar e falar para Tristan que nunca o esqueceu, e que viu ele chegando com uma mulher, mas independente disso não poderia ir embora sem nunca dizer isso a ele e explicar pq agiu como ela fez no 1o encontro, um anos atrás
    Aí, ele explicaria que a mulher não é namorada dele e sim alguém com quem ele sai para se divertir as vezes, que nunca deixou de pensar da Nique, apesar de ter seguido com sua vida
    Eles saem da boate e vão para um lugar mais reservado. E na manhã seguinte o Tristan fala que gostaria muito que ela desse uma chance aos dois. Nique diz sim <3
    A partir daí começa a vida de amor e aventuras desse casal lindo!

  • Cristiane Mouta
    Responder

    Nana do céu, eu amei esse conto. E ele merecia uma história maior ❤ tão intenso e cheio de sentimentos, como só suas histórias são… Eu acho que dessa vez a Monique tinha que tomar a iniciativa, pós o Tristan tentou várias vezes e foi ignorado. Esse casal vai pegar fogoooo… Como eu amo homens sérios e que nos seduzem com o olhar 😍😍😍 to amando… Ansiosa 😊

  • Abeli
    Responder

    Gostaria que ela derrapante se voltasse e o seu coração disparasse ao descobrir que Tristan também vinha a seu encontro, ambos se dando uma segunda chance, uma nova oportunidade de se conhecerem melhor em todos os sentidos……

  • Suzan Oliveira
    Responder

    Nana vc é maravilhosa.

    Quanto a Monique e o Tristan, ela deve voltar e ele levantar e ir atrás dela, ambos se buscando e ao se encontrarem … Ai eu deixo pra vc hehehehehe.

  • Ana Paula
    Responder

    Por favor que ela volte… Ou que eles se encontrem novamente em algum lugar fora da boate com ele já solteiro. Mas que eles fiquem juntos e deem uma chance para essa química que rolou… Já visualizei até o casamento dos dois rsrs Olha que esse conto rende até um livro !!!

  • Mariana
    Responder

    Vc arrasa mulher..
    Acho q ela devia volta e deixa o telefone dela com ele. E ela como ficou mexido com ela, ao desenrolar ver q quer dar uma chance a essa história e termina com a namorada e procura ela.
    Bjos

  • Tamires Barcellos
    Responder

    Quase enfartei com esse final, socorro! Hahaha.
    Com certeza, ela tem que voltar! E perguntar se pode falar com ele à sós. Ele aceita e ela, primeiro, se desculpa por ter sido tão rude quando o conheceu e explica, por cima, que estava passando por um momento complicado e muito difícil na época. Mas deixa claro que nunca o esqueceu e que, aquele reencontro inesperado, poderia ser uma segunda chance para eles dois. Aí ela passa o número dela para ele e, bem, deixa a escolha para ele, já que ele está namorando. E diz que espera que ele a desculpe um dia e, quem sabe, entre em contato com ela.
    Então, está nas suas mãos, Nana, hahaha. De qualquer forma, mesmo ela voltando, a escolha será dele, né. Porque ele ficou magoado com a rejeição dela e seguiu em frente.
    Tomara que ele ligue pra ela, que eles se encontrem, se conheçam de verdade e tenha aquela cena hot que a gente ama.
    Beijos! ❤️

  • Monique Sousa
    Responder

    Gritoooo!!! Como vc pode ser assim tão maravilhosa? Diva… Vc me lê tão bem, acertou até alguns nomes, achei que nem tinha lido minha história Rsrs Ela me percegue até hj. O avatar está perfeito, mas o “Tristan” é mais lindo ainda Rsrs A vida não perdoa e me cobrou o preço. Espero do fundo do coração, que ele esteja bem. Sempre o acompanhei nas redes sociais, estava noivo da namorada, talvez já tenham casado, ela é muito linda e simpática. Porém, ele se envolveu numa situação muito séria, cancelou redes sociais e tudo mais,foi preso. Espero que tudo tenha se resolvido. Minha vida anda tão corrida e me deparo com essa homenagem linda. Seus livros me alimentam de coisas boas e me fazem sonhar. Busco todos os dias minha felicidade, tenho certeza que estou no caminho certo. Então meninas… Vcs acham que a Monique deixaria passar de novo um Homão desses? Duvido rsrs Na ocasião fui em cima dele, mas ele ao contrário de mim, respeitou a namorada e foi hiper educado no “toco”, apesar de sentir aquela energia toda, ele não trocou o certo pelo duvidoso. Mas confesso que não deixei de provar o beijo dele, e umas coisinhas a mais, não fiquei a míngua Rsrs Essa vida é boa demais, estou tão Malu, várias aventuras. Obrigada minha diva, estou sumida, mas a correria vai passar. Parabéns, vc é sensacional!! Bjo grande <3

    • Monique Sousa
      Responder

      Persegue*

  • Simone Mendes Pereira
    Responder

    Que bom que tem mais, Nana esse conto fez lembrar da minha vida tbm, como a gente deixar passar tanta coisa…. não sei, acho que nunca tive coragem de realmente tomar uma atitude, gostaria de ter feito muitas coisas diferentes, pensando nessa nova Monique acho que no fundo ela quer ir falar com ele e deveria, tem que ter uma certa coragem, mas a vida é de quem tem … riscos fazem parte, mas melhor vive-los do que desistir, sem tentar nunca vamos saber…. Viver sempre melhor! Um abraço Nana, sempre maravilhosa !

  • Márcia
    Responder

    Me indentifiquei muito com a Monique.acho que ela deve se arriscar.

  • Sirlene Dias
    Responder

    Nana acho que ela precisa voltar dar um beijo nele daqueles de molhar calcinha e sussurar no ouvido dele vamos para um local mais reservado e partir para um motel e tirar todo o atraso de um ano rsrs

  • Karina
    Responder

    Nanaaa, eu tô é morta! Como assim? Preciso de um final. Tipo: Monique olhando pra trás e vendo ele em pé olhando em sua direção. E é aí que ela decide voltar. E é aí que ele decide ir atrás. E o primeiro passo em direção ao outro é dado junto, em sincronia. Ele pára um instante, mas ela não, ela está decidida a se dar uma chance e tentar saber, nem que seja somente naquela noite,como seria estar nos braços dele. O restarestante deixo pra vc! Te Love! Obrigada por maos essa história. Beijocas

  • Anna Carolina Dias de Paula
    Responder

    Meu Deus meu coração quase parou hahahahaha 😱😱😱
    Nana ela merece um final feliz… Acho que ela lutou tanto para enfrentar o passado e se dar o verdadeiro valor que agora ela merece arriscar e descobrir o verdadeiro amor.
    A vida deu a ela uma segunda chance e ela merece aproveitar, correr atrás e viver um momento feliz e não viver com o se o resto da vida.
    E o Tristan também me pareceu que realmente gostou dela que não estava interessado em apenas curtir e mesmo depois de um ano sem ver ela desmostrou que nunca esqueceu e que ela realmente abalou ele. Sobre o namoro dele não parece que tem aquele amor verdadeiro e ele apenas seguiu a vida. Ele ficou muito abalado com o reencontro, mas como todo homem depois de receber um fora não quer dar o braço a torcer. Então a Monique tem que voltar sim e ter uma final feliz nem que seja apenas por uma noite.
    Amo suas histórias Nana, comecei a ler os contos na semana passada e estou amando cada um.
    Parabéns!!

  • Daniela Costa
    Responder

    Nanaaaa…roendo as unhas pra saber o final…acho que ela deve voltar sim!!!
    Eles se encontram no meio do caminho já que ele também foi ao encontro dela…
    Diferente da vida, real acho que depois de beijos quentes e um sexo selvagem, ela descobre que ele não tem namorada e que a moça do restaurante era apenas uma ficante…Eles ficam juntos e ela encontra um homem de verdade,
    que sabe como tratar uma mulher…

  • Marinês
    Responder

    Com toda certeza ela deve voltar, mas como ele está muito frio e não quer mais saber dela, acho que essa atitude dele deve mudar, e ele ir em direção a ela, barrando Monique de ir embora, e aí sim, ele convidar ela para sair dali, e fica ao seu critério, kkkkkk aquele final espetacular, se for esse o final da história , pois foi verídica não é!?

  • Vanda L S Marques
    Responder

    Eu fiquei aqui com o coração na mão kkkkkkk Não é justo ela ficar no “se” isso e cruel demais.
    Ela deve voltar se dar a oportunidade de viver esse sentimento que esta sentindo.
    Nana vc acaba com nosso emocional.Adoro isso!

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